Em Bom Português…

… chama-se a isto c@g@r sentenças sem parar.

Um dos erros mais evidentes nos últimos anos é o de ter governantes (e cortesãos béu-béu) na área da Educação directamente ligados a lobbys académicos e/ou disciplinares. É mau se um professor não superior for ministro, mas já é bom se for alguém com interesse directo numa das áreas curriculares. O caso de Nuno Crato com a Matemática foi evidente. Agora é – de novo – o caso do Português. Apesar de ter sido delegado da disciplina (2º ciclo) nuns 5 anos dos últimos 10 (há cerca de uma década levei com o rai’sparta da tlebs em cima) já perdi a conta às alterações que temos sofrido de forma directa ou indirecta com a alteração de programas, metas, planos, referenciais, terminologias, ortografias e agora com as coisas essenciais. Quase todos os anos é necessário adaptar planificações e nem vale a pena tentar pensar em alo a médio prazo mesmo num ciclo de escolaridade apenas com dois anos. E ainda há quem fale em mudança para a estabilidade. Uma treta para não voltar a usar vernáculo.

Para quem vai em todas as modas, desde 2014 tem sido sempre a mudar. Em 2015 (Maio) vieram as metas de Crato, a aplicar a partir dos anos iniciais de ciclo, e lá mudámos o que tínhamos preparado anteriormente; em 2016 (Junho) lá veio o plano nacional do doutor Verdasca para o sucesso escolar, a aplicar nos anos iniciais de ciclo, e lá mudámos (com maior ou menor intensidade) o que tínhamos preparado anteriormente; chegamos a 2017 (Agosto) e temos direito às aprendizagens essenciais, a aplicar nos anos iniciais de ciclo, e eu tenho pena de quem aderiu à coisa pois lá terá de alterar novamente grande parte do que estava preparado.

E ainda dizem que não somos flexíveis. Autónomos é que nem por isso, pois insistem em dizer-nos quantas coisas devemos fazer os alunos ler, porque não devemos saber é melhor 2 lendas e 3 contos se 3 lendas e 2 contos, com 4, 6, 8, 17 ou 23 poemas, em livro ou à solta, mais drama, menos drama.

Por caridade, não há uma farmácia por perto a que possam recorrer?

Imodium

 

 

6 thoughts on “Em Bom Português…

  1. Não deverá haver IMODIUM em quantidades suficientes, no mercado nacional, que lhes trave a diarreia pseudointelectual.
    Por outro prisma, pondo-se fim à inutilidade, onde meter os inúteis?

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      1. Uma reforma vinha a calhar… dourada, seria “ouro sobre azul”!
        Com jeitinho, do portugal2020 talvez se abra uma “janela de oportunidades”.

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