Controlo De Danos

Depois do estampanço na entrevista ao Expresso, eis que o ministro João Costa dá mais uma longa entrevista, agora à Renascença, a qual polvilha de números e factos sobre a falta de professores. Espremido, é apenas um momento para alijar responsabilidades e, no fundo, dizer que quase nem faltam professores, sem ser em Moral e Educação Especial, o que não deixa de ser uma reviravolta surpreendente e uma clara desfocagem quanto ao que se observa nas escolas. E, claro, é quase tudo culpa das baixas médicas dos docentes que, apesar de velhos, deveriam estar todos sãos como maçãs de Alcobaça.

Depois de Tiago, o Nulo, temos o João, o Ilusionista.

28 opiniões sobre “Controlo De Danos

  1. ó Costa, as pessoas estão velhas! Velhas, capicci?
    Adoeceram! Anda tudo pelos 53, 58, 60, 64, 66…alguns estão mortos vivos:
    AVCs, cancros, enfartes, alucinações, crowns, próstatas, hepatites, miocárdios, demências, artroses…
    Homem, o envelhecimento é real e até acontece aos animais também!

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    1. E vai conseguir construir e consagrar uma radiosa ilusão paralela/alternativa à real desilusão do nosso quotidiano e do nosso sistema de ensino.
      E,
      volto a afirmar,
      o socialismo é e sempre foi isso mesmo: a construção de uma ilusão alternativa à realidade.

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      1. Sim,
        já percebi que para ti o socialismo e os socialistas serão sempre outra coisa que não o socialismo e os socialistas do mundo real.
        Enquadras-te perfeitamente no pensar que Chomsky designa como teologia/culto irracional que pertence à história das religiões organizadas.
        É do alto dessa fé que me vês e chamas de burro. Compreendo-te.

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  2. Afinal, não é mais um político? Não sabemos todos que dizem o que a populaça quer ouvir e não a verdade?
    Não sabemos, há décadas, que políticos e desvinculação da realidade andam sempre de mãos dadas?
    Deem lá tanta importância às palavras do shôr costa como ele nos dá a nós, os zecos.

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  3. Faltam professores em:

    1- Religião e Moral – é indesculpável que um Estado laico tome a seu cargo a propaganda ou a promoção de uma qualquer religião ou credo religioso. Qualquer que seja! Ah! E a financiá-la com o dinheiro dos contribuintes, claro !

    2- Educação Especial – o custo/ benefício inerente ao encargo com 7000 almas (fora as baixas médicas ) deve fazer soar os alarmes .” É só fazer as contas ” – milhares de criaturas auferindo vencimentos como se de professores se tratasse, tendo como único míster fazer de ama-seca, entreter ou guardar, em média, 5 (cinco) NEE. Entreter, smi, por muito boa vontade que tenham. Vejam quanto custa a brincadeira. Olhem ao redor na vossa escola. Quando metem baixa ( coisa frequente), então o Estado paga 2 (dois) chorudos vencimentos para guardar 5 (cinco) crianças NEE, senhores !!

    ( o “extenuante” serviço, ora vejam :
    Acompanhar – de braço dado- um desses alunos a uma aula curricular, acrescentando mais confusão na sala ; visitar, semanalmente, um ji ou escola primária – lá chegados, posta a” conversa” em dia com o” titular”, que poderão fazer? Para além de nada saberem, o “titular ” está ali para quê? ; rabiscam (plagiam) uns incríveis “relatórios” – só visto, espera-se que não sejam lidos por alguém que domine minimamente a Língua de Camões ! ).

    São milhões e milhões derretidos com esta farsa! Ninguém vê? Desmintam-me…

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    1. O meu problema consigo é as “coisas” que a Maria vê, das mobilidades por doença às NEE. Faz tudo para achincalhar ainda mais as escolas e dizer que há quem não trabalhe, virando uns contra os outros. É óbvio que NEE podem ser muita coisa, mas dificilmente se poderá lidar com mais de meia dúzia em simultâneo.

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      1. A “Maria” exagerou, mas é verdade que há coisas muito estranhas na Educação Especial. Tenho colegas que acompanham menos de 10 alunos e em que a maioria das horas são em apoio direto dentro da sala de aula. Basicamente estão lá a dizer ao aluno para abrir o caderno, registar e fazer as tarefas. São úteis? Sim, são. Mas no final do dia há ali uma sensação estranha. Eu e os outros colegas preparamos aulas, corrigimos testes, tomamos conta de turmas inteiras e do lado da Educação Especial parece-me que falta qualquer coisa… Estarei a ser injusto para muitos colegas e peço desculpa por isso, mas que nas reuniões intercalares e de avaliação fica sempre a sensação que os professores e Educação Especial nem sequer conhecem bem os poucos alunos que acompanham. Limitam-se a copiar relatórios de uns alunos para os outros e, basicamente concordam com tudo aquilo que o Conselho de Turma acha. No final querem sempre que os alunos da Educação Especial transitem, limitando-se sempre a acenar com o 54 que desculpa e explica tudo.
        Por fim vejo muitos colegas de Educação Especial que não têm qualquer apetência para trabalhar com os alunos da Educação Especial e se limitaram a arranjar um papel que lhes permitiu vincularem/concorrerem para perto de casa.

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    2. Estiveste muito bem no primeiro ponto.
      Já no segundo é insuportável ler o que escreves.
      Confesso que fico mal disposto com as tuas sistemáticas desconsiderações para com colegas que apesar de não conheceres de lado nenhum, estás sempre pronta a fazer generalizações negativas como se fosses a detentora de verdades absolutas.
      Estes também fazem sombra à tua formação universitária? … e o que eles ganham “imerecidamente” deveria ir para tipas(os) como tu?
      O que é que tu sabes dos colegas do Ensino Especial para além dos preconceitos e da inveja que te roem? Se é assim na tua escola não quer dizer que o seja em todas.
      No meu agrupamento são gente trabalhadora, competente e de muito nível e de uma extrema dedicação. Digo-o sem qualquer declaração de interesse pessoal, pois nem sou desse grupo disciplinar.
      Faz um esforço maria por ser menos leviana.

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    3. Não posso concordar de modo algum com a forma abusiva e redutora como é encarado o trabalho da Educação Especial onde é desenvolvida com seriedade e não são excepções.
      Porque levei grande parte dos últimos 25 anos a trabalhar com alunos “especiais” (sei que são todos, mas…) e foi junto das equipas de Educação Especial que encontrei algum apoio. Nem sempre, mas quase sempre.

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  4. Querido Costa dos Castelos no Ar:
    lembra-te que os únicos que preservaste em formol foram os etéreos diretores. Obriga-os a regressar à sala de aula!
    É a saída que te resta, já que não queres criar melhores condições para os que ainda estão a aguentar a barca do inferno.
    Vá aí, força, é que mostras a tua valentia!
    E os professores? Porque os odeias tanto? Sim, esses bons e veneráveis sábios.
    Foi na infância? Algum padre que te doutrinou assim? É que o Baden Powel não foi de certeza.
    Não havia necessidade zzz!
    Vai, vai e pensa melhor. Há sempre outras formas ainda mais populares de mostrares os abundantes e garbosos caracóis que te enfeitam esse rosto de monóculo embaciado!
    Tens que entender que já não te adianta muito puxar o lustro à santa madre nem aos desincluidos. O discurso agora mudou. Esse que trazes já está desatualizado e não colhe apoios. Só funcionava quando mandavas a pedrada e escondias a mão.
    Agora vá, tem juizinho, sim?!

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  5. Ele antes dos ubuntus já tinha sentimentos contraditórios. Depois dos ubuntus ficou pior. Não haverá uma alma caridosa que o leve, bem como aos que o acompanham para umas alas psiquiátricas?

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  6. Que vergonha, Maria e Marias. Dividir para reinar….que ódio é esse contra colegas….que amargura nas palavras!?!!Como convivem na sala de professores? Que nos fizeram? Que classe é esta, ou falta dela…..Centrem se no que realmente interessa. Tenham vergonha.

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  7. “Ilusionista”, parece-me uma designação apropriada. Pensei em apodá-lo de “iluminado”, mas receei que pensassem que lhe estava a chamar “alucinado”. A Linguística é uma ciência complexa!.

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  8. Ouvi aquela parte em que se disse que o cavalheiro estava lá desde as sete horas, o que foi realçado quase como um acto heroico. Sim senhor, já viram algum professor a dar aula a essa hora? Áh, pois é!

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