A Tele-Narrativa – 2

Eu em matéria de reinvenções prefiro aquelas que se fazem pelo exemplo e o que é chato é que a maioria d@s reiventor@s da roda têm tendência para serem péssimos exemplos disso mesmo. Basta ver algumas das apresentações/comunicações dos arautos da “inovação”.

E depois querem “toda a Escola Pública” a reinventar-se como se fosse mesmo isso o essencial. Não, lamento, mas não é. O que é prioritário é desenvolver a sociedade para que ela possa corresponder a um nível diferente de exigências que tem muita dificuldade em acompanhar. Basta ver as queixas ao fim de um mês de confinamento, sendo que duas semanas já seriam de férias para os alunos.

Uma “nova Escola Pública”? Deixem-me rir… vocelências sabem lá o que isso é em larga escala, fora dos vossos nichos e zonas de conforto

E se toda a Escola Pública usar o período da quarentena para se reinventar?

Quem não fez já um curso on-line sobre as ferramentas para as quais não tinham tido a formação e a preparação prévia necessária ou adequada, como o caso do moodle, zoom, classrrom [sic] , entre outras?

Haddock

12 thoughts on “A Tele-Narrativa – 2

  1. 16, 36

    É suposto começar amanhã o “take” 2 do ensino à distância.

    A esta hora não tenho uma comunicação que seja da escola.

    Entretanto já há colegas a marcarem horas com os alunos quando lhes convém.

    É o caos completo.

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  2. Bem, se toda a escola portuguesa se reinventar deixa de ser a escola portuguesa. Depois será preciso saber se lá cabem os portugueses.

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  3. Os tubarões escreveram uma carta a Marcelo. A agenda vai acelerar.
    Os óbitos poderão, já agora, passar a ser apresentados como danos colaterais, coisa que toda a gente aceita em se tratando de uma “guerra”.

    “O diagnóstico precoce de Covid-19, testando todos os suspeitos num prazo de 24 horas desde a manifestação de sintomas, a massificação da utilização dos testes serológicos na população portuguesa, e a utilização, com supervisão da comissão de proteção de dados, de informação cedida pelos operadores de redes móveis para identificar cidadãos eventualmente expostos a risco de contágio par serem informados via SMS ou contacto telefónico são outras das medidas defendidas.”

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    1. Ao que parece, no Chile os óbitos são considerados e contabilizados como casos recuperados uma vez que já não contagiam ninguém. Prefiro a tua versão. Ou então “efeitos secundários”.

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  4. E se todos os pedabobos , treinadores de bancada que nunca estiveram diante de uma turma do ensino público não universitário (ou de três ou quatro no mesmo dia), aproveitassem o período de quarentena para se calarem?

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  5. a narrativa já é aquela para ir preparando subliminarmente o coletivo de que vão ter de aguentar uma austeridade mais brutal (embora não vá ser batizada dessa forma…); e essa austeridade vai atingir em pleno a classe docente, não se ficando só pelos cortes de salários e subsidios de natal/férias mas introduzindo essa reinvenção: tele-ensino usa menos professores. Get it? É preciso recordar ‘horários-zero’ e ‘mobilidade especial’?…

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