Ontem, Na RTP3

A partir dos 11 minutos da gravação. Lamento se o tom não foi o mais “positivo” e se insisti muito nas promessas não cumpridas por parte de quem tem o dever de não se desresponsabilizar sempre os tempos ficam mais agrestes. Como não levo guião ou cartilha pré-definida, tendo a responder ao que me perguntam, em vez de descarregar a cassete (ou o mp3).

Se podia ter dito outras coisas? Podia. Mas também podia ter fingido que não andamos a fingir.

10 thoughts on “Ontem, Na RTP3

  1. Acompanho as suas intervenções. Parabéns pelo “tom”, foi lúcido e assertivo. Não podia estar mais de acordo com tudo o que disse e como disse.

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  2. Professor Paulo Guinote: muito obrigado pela voz lúcida e corajosa. Neste momento, os professores estão “representados” por uns fulanos, sejam os “diretores”, sejam os conselhos de qualquer coisa, sejam os sindicatos que não os representam. Pelo contrário, destroem a imagem dos professores perante a sociedade. Além disso, todos estes representantes estão fora da sala de aula há muito tempo. Por isso ascenderam a esses tachos e apenas se representam a si próprios e aos seus interesses de sobrevivência.
    O Paulo é das poucas pessoas neste domínio que fala com verdade e frontalidade.

    Está na hora de se colocar o dedo na ferida: a escola está incumbida de tudo e mais alguma coisa porque dói à consciência de alguns saber que muitas famílias não cumprem a sua função – não alimentam, não educam, não protegem, não amam, não gerem criteriosamente as finanças familiares, ou seja, direta ou indiretamente, negligenciam as crianças.
    A resposta a estes dramas sociais tem sido sempre: “a escola faz”. E não pode nem deve fazer tudo…

    Neste momento em que as crianças estão todas no seu meio familiar e estes dramas tornam-se gritantes. E quem julga que resolve a questão atirando um computador para dentro destas casas…. não percebe nada disto ou então faz como aquele que dá uma esmolinha apenas para aliviar a consciência e ficar bem na fotografia.

    Está na hora de exigirmos para este País um governo composto por pessoas à altura do grave desafio que temos pela frente. E não interessados em cargos.
    Mas quem está disposto a assumir, quando o pântano está muito maior e mais perigoso do que no tempo do Guterres?

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  3. A única voz no espaço público que fala sobre o ensino e as escolas sabendo o que está a dizer, que tem um discurso sereno, racional, analítico, crítico. Não esconde os problemas nem desvaloriza as virtudes. Gostei. Parabéns e obrigada.

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