Dia 71 – Vamos Falar Disto Mesmo A Sério? – 4

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Uma “comunidade de aprendizagem”, realmente adaptada ao século XXI, assenta na possibilidade de estabelecimento, a qualquer momento, de interacções entre o professor e os alunos e entre estes. Que podem acontecer num tempo e espaço que se multiplicaram e quebraram as barreiras da sincronia e da presença, mesmo se podem manter momentos de partilha presencial na realização de algumas tarefas, em especial no lançamento das sequências de aprendizagem. A redefinição, em especial numa perspectiva conectivista, implica que o tempo da aprendizagem é balizado pelo professor nos seus limites máximos, mas pode ser gerido pelos alunos de acordo com o seu ritmo; assim como permite que o espaço seja multiplicado de acordo com as possibilidades e condições dos alunos. As salas de aula físicas tornam-se pontos de referência, mas não de presença obrigatória de acordo com uma grelha rígida diária ou semanal.

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diario

11 thoughts on “Dia 71 – Vamos Falar Disto Mesmo A Sério? – 4

  1. Há uma coisa que não percebo no meio deste tema da educação em tempos de covid19 : há uma instituição de ensino superior que trabalha em regime de e-learning há já muitos anos, ainda por cima é pública: a Universidade Aberta.
    Não teria sido útil olhar para esse exemplo, ver o que funciona e não funciona e adaptar o modelo a outras instituições e/ou níveis de ensino?
    Bem sei que estamos a falar de uma universidade, e as expectativas em relação a um aluno adulto que está a tirar um curso superior em e-learning têm as suas particularidades, mas tenho a sensação que se andou a tentar reinventar a roda.
    Falo como ex aluno da universidade aberta, adepto das “novas” (com mais de 40 anos) tecnologias, e observador do que me rodeia 🙂

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    1. Se ainda fosse a Open University britânica…
      Dessa conheço vários cursos online que até aproveitei para fazer nestes meses.

      A nossa Aberta tem algumas coisas interessantes, mas tem uma oferta relativamente limitada.

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  2. Bom, de certa forma já sou construtivista, pois dialogo com os alunos às 9, às 15, às 19, às 21, às 23, até às 5, 30 da madrugada já estive em contacto «on» com eles.

    «Aceito» qualquer modelo, depois de me provarem que ele funciona melhor do que a escola do século XIX, e não é para meia dúzia, é para a multidão.

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      1. Eu li o seu texto e compreendi.

        Apeteceu-me caricaturar; não o fiz com má intenção, antes para «desopilar» um pouco deste vai-e-vem aulas presenciais / aulas à distância.

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  3. O que me parece é que, e refiro-me apenas à primeira das 3 condições que o Paulo menciona, o conectivismo tem uma perspetiva tão “romântica” quanto o construtivismo. O que são, no fundo, a aprendizagem e o conhecimento na perspetiva conectivista? Fica-me a ideia que no que respeita a estes conceitos nos deparamos com um certo “vazio”.

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    1. Acho mais utópico do que romântico.
      Ao menos os conectivistas não partilham com os construtivistas duas perspectivas:
      – A de que o “conhecimento” é relativo, local, convencional.
      – A de que o “conhecimento” pode/deve ser reconstruído em cada experiência pedagógica.

      Os conectivistas, pelo que percebo e não estou a dizer que sou um crente absoluto (limito-me a tirar algum véu sobre os conceitos), acreditam que o conhecimento não é uma mera convenção social/cultural local, mas sim o resultado do avanço científico. Não andarão a querer conectar-se com o “vazio”, .as pelo contrário com um “universo” pleno de saberes-

      Quanto à aprendizagem, é mais uma metodologia do que uma teoria da aprendizagem de tipo psicológico.

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  4. Conetivismo para ensinar a ler, contar, escrever? Conetivismo para crianças¿
    Conetivismo para adolescentes?
    Para adultos autónomos, com espírito crítico e curiosos ainda se aceitará. Para os petizes fico-me pelo construtivismo. Ajuda a criar autoconfiança, gosto pela aprendizagem e constitui-se como forma de valorização da metacognição. As metodologias de aula oficina vão proporcionando sequências de ” eurekas” que motivam os alunos.
    Até que se desenvolvam valores, sentido crítico e consciência do caráter dinâmico dos saberes e das vivências parece-me a melhor opção

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