O Novo PAFismo

Não me incomoda nada o contributo jesuíta, mas mais o facto em insistir na “mudança sistêmica”. A coisa deve ter sido feita no Google Tradutor para português do Brasil. Eu até gosto de algumas das ideias, o que me irrita mesmo é parecer que ou é assim ou somos trogloditas.

São detalhes?

Quiçá… a inovação disruptiva há muito que se instalou na nossa ortografia, portanto não há que exigir muito aos materiais que a DGE divulga.

baternacabeça

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2 thoughts on “O Novo PAFismo

  1. Será um powerpoint para apresentar numa turminha de um CEF de um curso de vendas (ao nível de 2º ou 3º ciclo, muito “básicazinha” mesmo e para promover o sucesso)?

    “…portanto não há que exigir muito aos materiais que a DGE divulga”
    – Qual DGE, qual carapuça. As instituições não existem sem pessoas e logo o problema está não na instituição mas na “qualidade” (…) dos profissionais que por lá andarão…

    A coisa (o tal “powerpoint” – proliferam por aí muitos do género) refere, de forma reiterada, ” não conseguiremos com pequenas mudanças”… – Então, srs do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (compete-vos entre os vossos organismos a articulação horizontal/ vertical/ oblíqua e todas as restantes modalidades que resolverem re-re-re-baptizar), vamos ser sérios e começar com as infraestruturas e equipamentos físicos – as tais grandes mudanças (pois sem ovos não há omeletes):
    Na “minha” escola (aqui, juntinho à capital):

    – as mesas e as cadeiras são de madeira (várias lascadas) do séc. XX (muitas com pernas tortas e sem orçamento para as substituir);

    – as paredes são brancas (eu gosto mais mas parece não ser suficientemente estimulante numa sala do séc. XXI plena de estímulos visuais, sonoros, olfactivos, auditivos, tácteis,… – tenho dificuldade em compreender a concentração mas isto deve ser limitação minha) – e, manchadas pelo tempo;

    – computador é apenas um por sala (quando funciona) com um projector (algumas lâmpadas ameaçam necessidade de substituição (ai, ai, ai sabem quanto custa? – quando o dinheiro é pouco, qualquer custo é grande… é que aqui não chega o portugal 2020 e o orçamento de estado deve ser para promover formações (deformações) de professores tipo a do “powerpoint” e coisas similares);

    – a instalação eléctrica mal comporta o equipamento informático existente e se alguém ousar levar um “aquecedorzinho” no inverno (salinhas a 7, 8, 9 ou 10º não é coisa invulgar), PUF… e lá se vai a coisa no pavilhão… no verão abafa-se, transpira-se e enjoa-se apesar da porta e janelas escancaradas;

    – às vezes os miúdos desmaiam ou ficam demasiado agitados/impacientes… e, nem sempre é do calor/ doença ou cansaço… muitas vezes é, veja-se lá, fome (carências alimentares mais ou menos graves);

    – as casas de banho dos miúdos (apesar dos esforços que vão, lentamente, sendo feitos, não fosse o saneamento básico e pareceriam do séc. XIX – dado o natural desgaste sem hipóteses financeiras de manutenção/conservação/melhoria…;

    – os quadros negros (eu até os prefiro) estão cinzentos e v.exas. julgo que compreenderão as dificuldades que colocam à eficiência do ensino e da aprendizagem que, e não bastasse isto, são acrescidas pela dificuldades financeiras em substituir estores degradados que já não impedem a incidência directa da radiação solar nos quadros (é que somos, caso tenham esquecido, um país mediterrânico, agradavelmente soalheiro)… algumas salas têm quadro branco mas aqui funciona o racionamento nas canetas (ou preta, ou verde, ou vermelha, OU… – que o orçamento não comporta canetas para todos os professores (todos migramos pelas diferentes salas… ora, volto assim, à minha preferência – o giz é bem mais barato, as cores são variadas e para este, por enquanto não há racionamento… mas continuarão a faltar os quadros negros e os estores)

    – a rede (internet) é uma lástima – quais TIC, quais “interatividades”, quais modernices nem os sumários se conseguem escrever no tempo da aula (a internet não funciona)( e sim, a escola tem programas informáticos e tem procurado fazer um esforço na sua modernização e na utilização e maximização por todos dessas potencialidades… mas, chapéu que quando não há rede (o que é frequente), não há nada… (se quer garantir que a aula funcione – transporte consigo TUDO o que possa necessitar; se precisa consulta e responder às INÚMERAS (mais que muitas) plataformas do ministério, esteja disponível à 1, 2 e 3 H da noite. incluindo sábados e domingos, pois o ministério por mais informação que tenha, nunca lhes chega (talvez não a saibam ler e cruzar e ora querem em amarelo, ora em azul, ora em cor de burro a fugir…) e estão sempre à espera da escravidão do pessoal da base…
    Claro que qualquer cidadão sabe que quando quer ter um serviço de melhor qualidade tem que o pagar… no que toca às redes, também é preciso dinheiro… mas as prioridades serão para mandar gente dos serviços centrais tentar evangelizar os professores (média de idades, pelo menos dos prof. do quadro, andará nos 50 anos…) temáticas que ou já nada têm de novo ou são “banha da cobra” que nem sequer é consensual e não está pedagogicamente avaliada e comprovada…;

    – o polivalente – sala de alunos precisa mais, e se possível novo, mobiliário… aqui sim, justificar-se-ião uns “sofázitos” para os miúdos (nas salas de aula parece-me uma aberração mas, nestas matérias, eu sou pré-câmbrica), bem como umas “cortinas” para quebrar a entrada de luz e melhorar o conforto,… (dinheiro, eu sei… mas o parco orçamento da escola dificilmente conseguirá chegar aqui…;

    – na sala de estudo para além do único computador presente, davam jeito mais umas mesinhas e cadeiras (nem era preciso com rodinhas) e umas estantes para livros e materiais diversos, paredes em alternativa às cores dessas salas dos séc. XXI (que vemos nos respectivos “videozitos” de divulgação/ marketing para ludibriar os tolos) com vários tipos de mapas/ tabela periódica, corpo humano,… (já que a “net” raras vezes funciona)… “ups”… mais dinheiro… e é preciso montar e pagar o vidro que se partiu, o pavimento do pavilhão de EF precisa ser arranjado, os sistema eléctrico do portão avariou, as chaves e respectivos canhões das salas X, Y, K, W e Z precisam reparação/substituição,… telheiros entre os pavilhões, tratamento dos espaços verdes (que ainda existem),… e o amianto…ai o amianto… (de vez em quando lembram-se… se for para anunciar/inaugurar a sua substituição)

    Poderia continuar… mas talvez já chegue para perceber que dava jeito enviar dinheiro que ajudaria a mudar muita coisa na escola muito antes de gastá-lo com o envio dos vossos “técnicos” que vêm para uma escola “formar” professores (com 20, 30 e mais anos de serviço efectivamente prestado aos alunos e nas escolas) em “teorias da treta” ou simples “devaneios” de tão inexequíveis, desde logo, pelas condições, tão simplesmente, físicas… e… pois já me esquecia… a ROUBAR tempo (físico e emocional) necessário à organização do trabalho com os alunos em sala de aula e no funcionamento da escola …
    …questões meramente físicas/materiais mas muitas outras há e de natureza muito diferenciada!

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