Quem Prepara A Agenda do Ministro Tiago?

Parece que daqui a duas semanas vai (com o PR???) a uma escola que se tem apresentado nos últimos tempos como muito flexibilizadora mas na qual, a partir do testemunho de encarregados de educação e professores, se desenvolvem muito pouco “inclusivas”, antes pelo contrário, ao ponto de existir gente a recomendar que mandem os alunos para escolas de outro concelho, caso não tenham o “perfil” certo, seja de aprendizagens, seja de linhagem.

E isto ainda me espanta. Ou não. Porque parece que o ministro Tiago tem um enorme desconhecimento sobre o concreto das escolas, embora se perceba que gosta de interagir com as criancinhas. Mas… é preciso mais, muito mais. Que, raios, ao fim de três anos já consiga perceber as coisas, informar-se de forma independente d@s cortesã(o)s da 5 de Outubro e não meta o delicado sapato na lama de modo tão evidente.

Ou já nada disto interessa.

É o mais certo.

Já não interessa nada.

grito2

Vocês Imaginam O Esforço Que É Preciso Fazer Para Comentar Este Tipo de Coisas Assim Como Que Apenas Ao De Leve, Levezinho?

Acredito que sim. Tirando a bancada de fãs irrevogáveis. Que se note, não fui eu que obriguei seja quem for a fazer ou a dizer seja o que for. Quanto a mim, prescindo da disponibilidade, ele bem pode ir descansar de tanta “entrega”, mas cada um é como é.

“Por exigência colocada aos sindicatos, fiquei a tempo inteiro nesta actividade”, admitiu numa entrevista à TVI – o dirigente não leciona há mais de 25 anos. “Fui convidado por duas vezes a leccionar no Ensino Superior, mas rejeitei porque gosto de ser sério e entregar-me completamente. Por isso, tenho de estar disponível das 9h da manhã à meia-noite para os professores”, acrescentou.

O líder da Fenprof, nascido em Tomar, em 1958, sempre quis ser professor.

Podem dizer que sou embirrante, mas quem “sempre quis ser professor” por certo não cederia a qualquer “exigência” que o obrigasse a não o ser.

kid-hit-in-head-with-ball

(eu dou aulas desde o tempo em que ele ainda dava aulas, nunca disse que queria ser professor desde pequenino… aconteceu-me e fui gostando… quanto à disponibilidade… eu é mais bolos e livros, daí o meu ar saudável e “atarracado” na simpática formulação de um dos controleiros ortodoxos que por aqui passam de quando em vez)

Os Efeitos Começam A Surgir

Sobre as últimas alterações legislativas na educação:

– a dita flexibilidade curricular é a ressurreição do modelo “projeto curricular de turma”, implementado há muitos anos nas escolas.

– o modelo da educação inclusiva é uma importação do modelo usado nos EUA, com resultados controversos e em vários casos catastróficos, em termos de qualidade de aprendizagem.

Li critérios de avaliação a recomendar que a classificação minima no 1º período no ensino básico seja 3 (a atribuição do nivel 2 é excecional e tem de ser justificada) e no ensino secundário seja 7.

Foi publicada a noticia seguinte no Daily Mail, ocorrida no país de onde se importou o modelo pedagógico de aprendizagem inclusiva:

“Teacher who was ‘fired for refusing to give 50% credit to students who didn’t even do their homework,’ leaves poignant goodbye on her whiteboard

  • Diane Tirado, 52, was fired from West Gate K-8 School in Port St Lucie, Florida, on September 14
  • She says the school has a ‘no zero’ policy, requiring teachers to give students no less than a 50-per cent grade on assignments
  • Tirado refused to follow the policy after several students didn’t turn in a homework project she had assigned two weeks earlier
  • Before leaving, she left a note on a whiteboard for her eighth-grade history class explaining her firing and bidding farewell”

Faça-se a respetiva aprendizagem significativa…Emoji

Mário Silva

nota