3 thoughts on “Espanha

  1. Às vezes tenho vergonha de ser professor: tive esta manhã um Conselho de Turma para apreciar o recurso de um palerma que não fez népia o ano inteiro. Presidido pelo Director himself (vénia humilde e respeitosa) os professores foram impedidos de falar e pressionados para aprovar o pedido de recurso e passar ao ano seguinte o imbecil. Só faltou distribuir a cada Professor um daqueles narizes vermelhos que os palhaços usam no circo.
    Acho que quase todos nós já passámos por palhaçadas semelhantes. É uma vergonha. Sugiro que, futuramente, quando os meninos se matricularem, seja perguntado aos papás “Querem que ele aprenda ou que passe?”. Seria mais honesto.

    (desculpem o desabafo descontextualizado)

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    1. É mesmo assim que querem os professores: obedientes, caladinhos e medrosos (para não dizer merdosos) !!!
      Como tem sido fácil chegar a isto…

      Muitos foram saindo… outros estão próximos de sair… resta aniquilar aqueles, alguns resistentes, que na casa dos “cinquentas” ainda viveram uma escola de discussão, análise, debate e propostas, uma escola de deveres mas também de direitos com regras claras que todos podiam conhecer e com que podiam contar, uma escola que sente que o que faz é útil para ajudar e ensinar os seus miúdos, … uma escola que, com o bom e o mau, contribuía para que gerações futuras (independentemente dos seus “contextos” pudessem ter opções de futuro…
      – Situações de precariedade laboral, sem saber onde estarão – e se estarão – no próximo ano, mal pagos e explorados mas os euritos sempre vão ajudando a pagar contas, sem tempo “para coçar o rabo” quanto mais para ler a lei/ conhecer os cada vez mais exíguos direitos e nem se fala em lutar por eles, “a semanas de distância” da família e quantas vezes de filhos pequenos,… a sobrevivência é o pedestal que se vislumbra no horizonte…
      e,… e… depois, ainda existem os outros: os acomodados, os que pensam que a si nunca lhes tocará e que se estão a borrifar (são os vendem qualquer resquício de dignidade, desde que não os chateiem e continuem a ter o “horáriozito” e quantas vezes excelentes assegurados…)…

      Não há profissionalismo, ética ou tão só a convicção do seu trabalho… que sobreviva a isto e eles sabem-no muito bem… é uma questão, tão só, de tempo!

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